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domingo, 13 de junho de 2010

Título 34

Monte:
Estou a meio metro do chão.
Preso por uma corda no pescoço.
Agora já é tarde demais.

Acabei de fazer uma loucura,
Mas juro que foi sem querer,
Não sei o que fazer.
Há pouco eles estarão a minha procura,
Não fingirei minha postura.
Acho que vou seguir meu coração
Ou qualquer coisa para ter uma reação.
Achei sem querer dois objetos
Coloquei um no pescoço, fiquei ereto.
Estou a meio metro do chão.

Mas agora é muito tarde para falar adeus...

Olho para todos os lados
Procurando algumas saídas,
Lembrando das vidas vividas,
Dos momentos apaixonados,
Dos encontros desencontrados.
Lembro dos tempos de moço
E de agora estando diante do poço,
Pensando se morrer é suficiente.
Agora nada vai mudar o que eu tente.
Preso por uma corda no pescoço.

Mas agora é muito tarde para falar adeus...

O pior é não poder pedir perdão.
O que acontece não tem volta,
Nada muda, nem mesmo com marmota.
Acho que vou ao chão,
Vou pagar minha sanção.
Não sou, de me perdoar, capaz,
Não irão me perdoar, nunca, jamais.
Queria livre poder ser,
Mas também não queria morrer.
Agora já é tarde de mais.

É tarde demais
Para dizer “nunca, jamais”.
É tarde demais
Para dizer “não quero mais”.

sábado, 12 de junho de 2010

Título 24


Em um futuro bem perto
Muitas coisas vão acontecer,
O céu irá cair, a terra desabará,
E eu ficarei com você

Muitas lágrimas serão derramadas,
Coisas impossíveis irão ocorrer,
O zero absoluto será alcançado
E eu alcançarei você


Água será difícil de encontrar
Na terra será impossível viver.
Muitas pessoas iram para marte
E eu irei para lá com você

A rotina de muitos será desfeita,
O sexo será a única fonte de prazer,
Aborto, drogas, bebidas serão aceitas
E eu aceitarei você


Beleza como a sua não será encontrada.
Muitas pessoas não saberão te descrever.
Com medo e trabalho estará ocupada
E eu estarei ocupado contemplando você.

Robôs contarão uma de minhas histórias
E isso todos irão saber
Que você nunca saiu de minha memória
Que eu sempre amei você.

domingo, 30 de maio de 2010

Ainda Fascina Ainda

Ainda fascina ainda
Ela todo momento
E seus cabelos ao vento
Aquela que tem jeito de linda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Aquela que tem bons sentimentos
E que tem mãos leves pra condimentos
Aquela que os lamentos finda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Seus cabelos negros e lisos
Suas emoções e seus sorrisos
Características de uma pessoa linda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Quem anda pra lá e pra cá
Quem sabe amar e amar
E quem acho que meu ser finda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Seu jeito cor de rosa
Sua forma de ser tão bondosa
E seu jeito de me deixar na berlinda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Aquela que tem ousadia
E que é uma boa companhia
A quem eu dou boas vindas
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Ela que é mulher brasileira
Honesta sincera verdadeira
Bela garbosa e linda
Ainda fascina ainda.

A Pequena História de Ninar - Parte 1

  Fredi, assim chamado Frederico Augusto de Sousa, não conseguia dormir sem que sua mãe estivesse de seu lado. E ela sempre estava ali, todo dia, segunda à domingo, às 21:48.
  Mas o mais interessante era que ele só dormia com sua mãe... Podia quem fosse tentar fazê-lo dormir, não conseguia. Sua irmã, seu pai, sua avó, seu cachorro (aliás ele era parte integrante da família)... Ninguém conseguia. E sempre fora assim... Fredi chorava, espeneava, tossia, acalmava-se, e recomeçava o ciclo vicioso até vir sua mãe.
  Chegando, ela isolava o lugar e não se passavam dez minutos e ele parava de chorar. Milagrosamente e para o bem do sono de todos, ele dormia. Ninguém sabia qual era a técnica da mãe para fazer Fredi dormir tão rápido. Até um dia que seu marido perguntou qual era a fórmula secreta.
  "É só uma história de ninar", disse ela. Ele a olhou, com um ar de incredulidade. Não poderia ser só isso, devia ter alguma coisa! Quantas vezes ele já não tinha tentado histórias com essas de dormir antes e não tinham funcionado?
  "Mas é só isso, amor" confirmou.
  Ainda muito descrente de ser somente uma simples historinha, ele pediu para que ela contasse a tal história a ele. Mas ela estava muito cansada, seu trabalho era muito desgastante e ela só guardava um pouco de paciência para fazer Fredi dormir... Para as demais coisas ela não tinha tempo para pensá-las.
  Como quem não quisesse ser incomodada mais com aquele assunto por aquela noite, virou-se de costas para o marido, puxou seu cobertor e dormiu.

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