domingo, 30 de maio de 2010

Minhas Verdades (Se Eu)

Se eu dissesse que sou forte, estaria mentindo.
Se eu dissesse que não ligo para outras pessoas, também estaria mentindo.
Se eu dissesse que não penso na morte, não haveria verdade nisso.
Se eu dissesse que minha cabeça está fechada para conhecimento, que mal teria isso?
Se eu dissesse que sou lindo, não haveria a palavra feiúra no dicionário.
Se eu dissesse que sou feliz, não saberia dizer se é verdade ou não.
Se eu dissesse que sou infeliz..., idem.
Se eu dissesse que gosto do sofrer das outras pessoas, não me importaria tanto com elas.
Se eu não me importasse com ninguém, não teria tantos amigos.
Se eu não amasse tanto, nunca teria eu sofrido por amor!
Se eu não julgo, é porque não quero ser julgado.
Se eu não acreditasse no futuro, não estaria até hoje aqui.
Se eu não vivesse minha verdade a cada dia, o que seria se mim?
Se eu não tivesse amigos, não teria como viver.
Se eu por si só me julgasse o tal, não teria coragem de me ferir, como tenho.
Se eu me amasse mais, não estaria aqui escrevendo.
Se eu me julgasse autoconfiante, não teria me sentido por baixo tantas vezes.
Se eu deixasse de ser eu mesmo, quem eu seria?
Se eu entendesse a metade das pessoas, talvez não me surpreendesse tanto quando conhecesse uma.
Se eu entendesse os homens, eu não seria um.
Se eu entendesse as mulheres, também não teria graça.
Se eu me entendesse, que demais haveria nisso?
Se eu não tivesse inimigos, o mundo seria chato demais.
Se eu falasse a alguém “eu te amo”, é porque realmente “eu te amo”.
Se eu confessasse um segredo, é porque eu confio em tal pessoa.
Se eu dissesse que tudo isso, até aqui, é mentira..., eu simplesmente não existiria.

Ainda Fascina Ainda

Ainda fascina ainda
Ela todo momento
E seus cabelos ao vento
Aquela que tem jeito de linda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Aquela que tem bons sentimentos
E que tem mãos leves pra condimentos
Aquela que os lamentos finda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Seus cabelos negros e lisos
Suas emoções e seus sorrisos
Características de uma pessoa linda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Quem anda pra lá e pra cá
Quem sabe amar e amar
E quem acho que meu ser finda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Seu jeito cor de rosa
Sua forma de ser tão bondosa
E seu jeito de me deixar na berlinda
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Aquela que tem ousadia
E que é uma boa companhia
A quem eu dou boas vindas
Ainda fascina ainda

Ainda fascina ainda
Ela que é mulher brasileira
Honesta sincera verdadeira
Bela garbosa e linda
Ainda fascina ainda.

A Pequena História de Ninar - Parte 1

  Fredi, assim chamado Frederico Augusto de Sousa, não conseguia dormir sem que sua mãe estivesse de seu lado. E ela sempre estava ali, todo dia, segunda à domingo, às 21:48.
  Mas o mais interessante era que ele só dormia com sua mãe... Podia quem fosse tentar fazê-lo dormir, não conseguia. Sua irmã, seu pai, sua avó, seu cachorro (aliás ele era parte integrante da família)... Ninguém conseguia. E sempre fora assim... Fredi chorava, espeneava, tossia, acalmava-se, e recomeçava o ciclo vicioso até vir sua mãe.
  Chegando, ela isolava o lugar e não se passavam dez minutos e ele parava de chorar. Milagrosamente e para o bem do sono de todos, ele dormia. Ninguém sabia qual era a técnica da mãe para fazer Fredi dormir tão rápido. Até um dia que seu marido perguntou qual era a fórmula secreta.
  "É só uma história de ninar", disse ela. Ele a olhou, com um ar de incredulidade. Não poderia ser só isso, devia ter alguma coisa! Quantas vezes ele já não tinha tentado histórias com essas de dormir antes e não tinham funcionado?
  "Mas é só isso, amor" confirmou.
  Ainda muito descrente de ser somente uma simples historinha, ele pediu para que ela contasse a tal história a ele. Mas ela estava muito cansada, seu trabalho era muito desgastante e ela só guardava um pouco de paciência para fazer Fredi dormir... Para as demais coisas ela não tinha tempo para pensá-las.
  Como quem não quisesse ser incomodada mais com aquele assunto por aquela noite, virou-se de costas para o marido, puxou seu cobertor e dormiu.

sábado, 29 de maio de 2010

SE AMANHÃ PUDESSE ESTAR LÁ

Ah! Se amanhã eu pudesse morrer...
Saberia se toda essa história
De que depois vamos reviver
É verdade ou papo-furado de glória.

Saberia tudo o que se passa do lado de lá
O modo que os Supremos brincam
A forma que eles fazem para amar
O jeito que fazem e que vidas vincam

Se amanhã eu pudesse estar para aquela banda
Com certeza estaria festejando
Estaria com a Morte dançando samba
Vendo o Homem branco e vermelho trajando.

Mas se deixasse de amanhã de respirar
Apenas uma coisa não aguentaria ver
Minha irmã estar a chorar
E isso me deixaria com vontade de reviver

Simples Coisas

São coisas sem sentido
E sem explicação.

São coisas imprescindíveis
E sem perfeição.

São coisas cheias de glória
E com muita concussão.

São simples coisas
São coisas do coração.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quando Foi Que...

Alguma coisa está acontecendo
E eu não sei o porquê...
Meu corpo está mudando, se transformando.
Quando foi que comecei a crescer?

Já até estou esquecendo
Como é bom viver
E meus pensamentos reconsiderando, reformulando
Quando foi que comecei a crescer?

Ontem mesmo estava me conhecendo
E era até bom, por se dizer.
Mas agora está alterado, modificado
Por que eu desejei crescer?

Não sei se tudo isso estou merecendo
Ou se não sou incurso de merecer
Mas nada muda o passado, mudado.
Por que eu desejei crescer?!

domingo, 23 de maio de 2010

A Primeira Palavra

Ah como é bom falar. Mas falar mesmo!
Lutamos tanto para conseguir dizer um "aah" e um "bruuuu". E então começamos nossa vida pessoal - começamos a tentar nos comunicar com as pessoas a nossa volta...
Com um tempo, começamos a aprender que tudo o que falamos pode ter um lado bom e um lado ruim... E como o lado ruim é ruim, nasce a mentira. [Sobre a mentira falaremos depois]. Começamos a perceber que as pessoas se ligam muito com o que nós falamos, palavrões que aprendemos com os familiares ou vizinhos nunca são tolerados por eles quando somos nós que falamos, passamos, então, a modelar nossa incrível habilidade de falar!
Vamos para a escola. Iniciamos a vida de estudante, vida essa que irá perdurar (ou ao menos devia) para a vida toda. É lá que começamos a nos relacionar com outras pessoas, aprendemos a ler mais palavrar, a escrevê-las. Tudo começa a ter sentido. Que maravilhoso mundo do desconhecido!
E então nossa vida começa!

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