segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Ignonímia
O que dizer numa hora dessas?
O que fazer quando se estar mais ou menos apaixonado?
Quando sua cabeça disse uma coisa e o coração diz outra?
Devo me guiar pela razão ou emoção?
Devo viver como estou vivendo?
Aventurando-me com "paixões-zinhas" de meia tigela que não valem de nada.
Se minha mãe soubesse, se eu mesmo soubesse a dimensão desse poço...
Se eu não soubesse me controlar estaria gritando aos quatro cantos um grito de desespero.
Não quero errar, mesmo sabendo que é do ser humuno errar.
Não quero ser humano. Também não quero ser Deus.
Quero ser mais eu. Ser mais alguma. Mas que "isso", mais que aquilo.
Quero ser diferente, de uma forma que nem eu saiba como.
Quero abrir a porta do meu baú. Mas tenho medo do que posso ver.
Posso não gostar. Podem não gostar.
E não sei se estou preparado para tanta mudança, mas quero mudar.
O que devo fazer numa hora dessas?
Olhar para dentro de mim, do meu baú, ou deixar?
Ouvir a voz da direita ou da esquerda?
Se eu pudesse viver todas as vidas que temos acada escolha saberia qual é a melhor.
Mas não posso.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 17:33 2 comentários
Marcadores: outono.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Eu recomendo: De Punhos Cerrados

"Você lendo esse livro? Parece até criança..."
Quem nunca ouvi uma idiotice dessas? Pois é, eu também. E muito.
Agora estou lendo "De Punhos Cerrados" de Pedro Bandeira. Nossa, que livro espetacular, lembra muito "Vidas Secas"... Uma estória muito boa: Conta a história de Eduardo que longo no ínicio perde os pais e vai morar com sua vó Ana (Nhá Nana) na Fazenda do Encantado. Logo quando chega no Encantado, o menino agora com um apelido de Garrote dado pelo Velho Santinho, o menino se "desencanta" e decide fugir de sua vó e da terra a qual é herdeiro, mas acaba conhecendo Ritinha por quem se apaixona. Confira essa incrivél história.
Aproveite essa incrível leitura.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 12:05 0 comentários
Marcadores: Eu recomendo:
domingo, 11 de julho de 2010
Obsessão
Para falar de angústia e tristeza,
Começo e fim,
Para falar de estética e falta de beleza
Fogo e estopim:
O amor acabou e nem tinha percebido
Possivelmente estava ocupado te amando
[até demais]
Consequencia do furor proibido
Não imaginava que te amava tanto
Não conseguia te ver com outra pessoa
Beijando outro na minha cara
Isso até agora estranho soa
Minha punição começara
Para falar de angústia e tristeza,
Começo e fim,
Para falar de estética e de beleza
Fogo e estopim:
Era o fim do nosso-meu amor
Por que tinha que terminar assim?
Então conheci a verdadeira dor
Por que tinha que se despedir de mim?
Não conseguia viver sem você
Queria te ter só pra mim
E até te trancafiar numa casa de sapê
Por que você não disse sim?
Para falar de estética e de beleza
Fogo e estopim
Sua beleza era sem igual
Até eu acabar com ela
Você devia ser só minha e de mais ninguém
Não com eles. não com elas.
Aquela... história de Bela e a Fera.
Acendia o fogo de dentro, daqui
Garota TNT de escola você era
E você explodiu em mim.
Para falar de angústia e tristeza,
Começo e fim...
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 22:00 1 comentários
A Pequena História de Ninar - Parte 2
Continuando...
[...] Como quem não quisesse ser incomodada mais com aquele assunto por aquela noite, virou-se de costas para o marido, puxou seu cobertor e dormiu.
O dia seguinte estava tudo para ser normal: a mãe acordou cedo, deu de mamar a Fredi, fez o café; o marido fritou os ovos e colocou os pães na torradeira. A filha deles arrumara a mesa para o café matinal, tudo como sempre de costume, nada mudava, exceto nos últimos 1 ano e 3 meses que fora quando Frederico nascera, mas fazia tanto tempo, que até tinham se esquecido. A mãe da sra. Souza tinha o menino ao seu colo. Todos tomaram seus cafés. A o sr. e a sra. Souza foram ao trabalho, assim como a menina os acompanhara no carro do homem da casa.
No caminho, nenhum som, tirando o irritante som de nhaque-nhaque do banco traseiro, a menina descera do carro, assim como, vinte minutos depois, a sr. Souza. O tempo passou e todos chegaram a casa novamente... Como o de esperar a sr. Souza seria a última a chegar na casa, e a mais esperada (afinal o pequeno Fredi "queria" dormir). Surpreendentemente, ela não chegou.
Fredi não parava de chorar. Todos queriam dormir. 22:00, 22:30, 23:00. Ela não chegava. Sr. Souza ligava incessantemente a celular dela e em resposta ouvia a secretária eletrônica. 23:30, 00:00. Fredi parava um pouco. Fingia dormir, cinco minutos depois, como um despertador na função "soneca", voltava a acordar e chorar. Ninguém mais sabia o que fazer. Sr. Souza perguntou e re-perguntou a avó se não se lembrava de alguma história que Lídia gostava quando era criança... Mas fazer tal pergunta para uma senhora em princípio de Azheimmer era pedir demais.
O pai tinha que fazer alguma coisa. Foi ao quarto de Fredi e começou:
"Meu filho, sei que você pode não compreender todas minhas palavras, mas a verdade é que eu não sei muito do que você gosta, não sei qual é sua papinha predileta, não sei se gosta da comida da tua vó e não sei a história que faz você dormir, mas vou tentar... Não te garanto que será a melhor do mundo, mas será a mais sincera", o pegou no coloco e começou a Pequena História:
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 01:16 0 comentários
Marcadores: continua
domingo, 13 de junho de 2010
Epílogo I
Ao falar de verdade... só saudade
Para falar de amor... a dor
Para falar de beleza... tristeza
Falta de clareza
Inquieto, já não tenho calma
Pois dentro de minha alma
Só saudade, dor, tristeza.
A dor doía outrora?... Agora
Antes lhe contém?... Ontem
Quando, talvez, passará o afã?... Amanhã
Sonhada alma sã
Mude minha sina
Esta dor que não termina
Agora, ontem ou amanhã.
Tenta-se, mas não dá... calar
Por mais que se esteja rouca... a boca
Fala de viver?... Morrer
Minh’alma me faz gemer
Na vida só sinto dor
Por estar assim agora vou
Calar a boca e morrer.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 00:22 0 comentários
Título 37
Prédios grandes,
Prédios pequenos.
Mundo capitalista,
Mundo consumista.
Ruas limpas,
Ruas sujas.
Avenidas lotadas,
Avenidas congestionadas.
Vidas constantes,
Vidas variadas.
Mortes estressantes,
Mortes matadas.
Ônibus vazios,
Ônibus lotados.
Motoristas frios,
Motoristas descontrolados.
Pedestres vivos aos dias,
Pedestres mortos às noites.
Animais antes com razão,
Animais com coração.
Motoristas bêbados,
Motoristas sóbrios.
Animais agora sem razão,
Animais sem coração.
Mortes a todo instante.
Mortes no jornal.
Um dia constante,
Um dia normal.
No olhar a tristeza,
No olhar a alegria.
No transito a frieza,
No transito a nostalgia.
Um mundo que não muda,
Um mundo que não pisca.
Um mundo que não ajuda,
Um mundo capitalista.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 00:02 0 comentários
Título 34
Monte:
Estou a meio metro do chão.
Preso por uma corda no pescoço.
Agora já é tarde demais.
Acabei de fazer uma loucura,
Mas juro que foi sem querer,
Não sei o que fazer.
Há pouco eles estarão a minha procura,
Não fingirei minha postura.
Acho que vou seguir meu coração
Ou qualquer coisa para ter uma reação.
Achei sem querer dois objetos
Coloquei um no pescoço, fiquei ereto.
Estou a meio metro do chão.
Mas agora é muito tarde para falar adeus...
Olho para todos os lados
Procurando algumas saídas,
Lembrando das vidas vividas,
Dos momentos apaixonados,
Dos encontros desencontrados.
Lembro dos tempos de moço
E de agora estando diante do poço,
Pensando se morrer é suficiente.
Agora nada vai mudar o que eu tente.
Preso por uma corda no pescoço.
Mas agora é muito tarde para falar adeus...
O pior é não poder pedir perdão.
O que acontece não tem volta,
Nada muda, nem mesmo com marmota.
Acho que vou ao chão,
Vou pagar minha sanção.
Não sou, de me perdoar, capaz,
Não irão me perdoar, nunca, jamais.
Queria livre poder ser,
Mas também não queria morrer.
Agora já é tarde de mais.
É tarde demais
Para dizer “nunca, jamais”.
É tarde demais
Para dizer “não quero mais”.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 00:01 0 comentários
Marcadores: Cássio
sábado, 12 de junho de 2010
Título 24
Em um futuro bem perto
Muitas coisas vão acontecer,
O céu irá cair, a terra desabará,
E eu ficarei com você
Muitas lágrimas serão derramadas,
Coisas impossíveis irão ocorrer,
O zero absoluto será alcançado
E eu alcançarei você
Água será difícil de encontrar
Na terra será impossível viver.
Muitas pessoas iram para marte
E eu irei para lá com você
A rotina de muitos será desfeita,
O sexo será a única fonte de prazer,
Aborto, drogas, bebidas serão aceitas
E eu aceitarei você
Beleza como a sua não será encontrada.
Muitas pessoas não saberão te descrever.
Com medo e trabalho estará ocupada
E eu estarei ocupado contemplando você.
Robôs contarão uma de minhas histórias
E isso todos irão saber
Que você nunca saiu de minha memória
Que eu sempre amei você.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 23:51 0 comentários
Marcadores: Cássio
domingo, 30 de maio de 2010
Minhas Verdades (Se Eu)
Se eu dissesse que sou forte, estaria mentindo.
Se eu dissesse que não ligo para outras pessoas, também estaria mentindo.
Se eu dissesse que não penso na morte, não haveria verdade nisso.
Se eu dissesse que minha cabeça está fechada para conhecimento, que mal teria isso?
Se eu dissesse que sou lindo, não haveria a palavra feiúra no dicionário.
Se eu dissesse que sou feliz, não saberia dizer se é verdade ou não.
Se eu dissesse que sou infeliz..., idem.
Se eu dissesse que gosto do sofrer das outras pessoas, não me importaria tanto com elas.
Se eu não me importasse com ninguém, não teria tantos amigos.
Se eu não amasse tanto, nunca teria eu sofrido por amor!
Se eu não julgo, é porque não quero ser julgado.
Se eu não acreditasse no futuro, não estaria até hoje aqui.
Se eu não vivesse minha verdade a cada dia, o que seria se mim?
Se eu não tivesse amigos, não teria como viver.
Se eu por si só me julgasse o tal, não teria coragem de me ferir, como tenho.
Se eu me amasse mais, não estaria aqui escrevendo.
Se eu me julgasse autoconfiante, não teria me sentido por baixo tantas vezes.
Se eu deixasse de ser eu mesmo, quem eu seria?
Se eu entendesse a metade das pessoas, talvez não me surpreendesse tanto quando conhecesse uma.
Se eu entendesse os homens, eu não seria um.
Se eu entendesse as mulheres, também não teria graça.
Se eu me entendesse, que demais haveria nisso?
Se eu não tivesse inimigos, o mundo seria chato demais.
Se eu falasse a alguém “eu te amo”, é porque realmente “eu te amo”.
Se eu confessasse um segredo, é porque eu confio em tal pessoa.
Se eu dissesse que tudo isso, até aqui, é mentira..., eu simplesmente não existiria.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 12:39 0 comentários
Ainda Fascina Ainda
Ainda fascina ainda
Ela todo momento
E seus cabelos ao vento
Aquela que tem jeito de linda
Ainda fascina ainda
Ainda fascina ainda
Aquela que tem bons sentimentos
E que tem mãos leves pra condimentos
Aquela que os lamentos finda
Ainda fascina ainda
Ainda fascina ainda
Seus cabelos negros e lisos
Suas emoções e seus sorrisos
Características de uma pessoa linda
Ainda fascina ainda
Ainda fascina ainda
Quem anda pra lá e pra cá
Quem sabe amar e amar
E quem acho que meu ser finda
Ainda fascina ainda
Ainda fascina ainda
Seu jeito cor de rosa
Sua forma de ser tão bondosa
E seu jeito de me deixar na berlinda
Ainda fascina ainda
Ainda fascina ainda
Aquela que tem ousadia
E que é uma boa companhia
A quem eu dou boas vindas
Ainda fascina ainda
Ainda fascina ainda
Ela que é mulher brasileira
Honesta sincera verdadeira
Bela garbosa e linda
Ainda fascina ainda.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 12:37 0 comentários
Marcadores: Cássio
A Pequena História de Ninar - Parte 1
Fredi, assim chamado Frederico Augusto de Sousa, não conseguia dormir sem que sua mãe estivesse de seu lado. E ela sempre estava ali, todo dia, segunda à domingo, às 21:48.
Mas o mais interessante era que ele só dormia com sua mãe... Podia quem fosse tentar fazê-lo dormir, não conseguia. Sua irmã, seu pai, sua avó, seu cachorro (aliás ele era parte integrante da família)... Ninguém conseguia. E sempre fora assim... Fredi chorava, espeneava, tossia, acalmava-se, e recomeçava o ciclo vicioso até vir sua mãe.
Chegando, ela isolava o lugar e não se passavam dez minutos e ele parava de chorar. Milagrosamente e para o bem do sono de todos, ele dormia. Ninguém sabia qual era a técnica da mãe para fazer Fredi dormir tão rápido. Até um dia que seu marido perguntou qual era a fórmula secreta.
"É só uma história de ninar", disse ela. Ele a olhou, com um ar de incredulidade. Não poderia ser só isso, devia ter alguma coisa! Quantas vezes ele já não tinha tentado histórias com essas de dormir antes e não tinham funcionado?
"Mas é só isso, amor" confirmou.
Ainda muito descrente de ser somente uma simples historinha, ele pediu para que ela contasse a tal história a ele. Mas ela estava muito cansada, seu trabalho era muito desgastante e ela só guardava um pouco de paciência para fazer Fredi dormir... Para as demais coisas ela não tinha tempo para pensá-las.
Como quem não quisesse ser incomodada mais com aquele assunto por aquela noite, virou-se de costas para o marido, puxou seu cobertor e dormiu.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 00:32 0 comentários
Marcadores: Cássio
sábado, 29 de maio de 2010
SE AMANHÃ PUDESSE ESTAR LÁ
Ah! Se amanhã eu pudesse morrer...
Saberia se toda essa história
De que depois vamos reviver
É verdade ou papo-furado de glória.
Saberia tudo o que se passa do lado de lá
O modo que os Supremos brincam
A forma que eles fazem para amar
O jeito que fazem e que vidas vincam
Se amanhã eu pudesse estar para aquela banda
Com certeza estaria festejando
Estaria com a Morte dançando samba
Vendo o Homem branco e vermelho trajando.
Mas se deixasse de amanhã de respirar
Apenas uma coisa não aguentaria ver
Minha irmã estar a chorar
E isso me deixaria com vontade de reviver
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 22:24 0 comentários
Simples Coisas
São coisas sem sentido
E sem explicação.
São coisas imprescindíveis
E sem perfeição.
São coisas cheias de glória
E com muita concussão.
São simples coisas
São coisas do coração.
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 22:19 1 comentários
terça-feira, 25 de maio de 2010
Quando Foi Que...
Alguma coisa está acontecendo
E eu não sei o porquê...
Meu corpo está mudando, se transformando.
Quando foi que comecei a crescer?
Já até estou esquecendo
Como é bom viver
E meus pensamentos reconsiderando, reformulando
Quando foi que comecei a crescer?
Ontem mesmo estava me conhecendo
E era até bom, por se dizer.
Mas agora está alterado, modificado
Por que eu desejei crescer?
Não sei se tudo isso estou merecendo
Ou se não sou incurso de merecer
Mas nada muda o passado, mudado.
Por que eu desejei crescer?!
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 16:13 0 comentários
domingo, 23 de maio de 2010
A Primeira Palavra
Postado por Cassio Iago Santos Marinho às 02:30 0 comentários